samuel fuller

2009 Julho 6
by Robson

Andei explorando a filmografia do Samuel Fuller de uns tempos pra cá; logo o mais famoso eu ainda não vi, “Agonia e glória”. Mas já assisti a boa parte das coisas encontráveis, embora isso seja apenas cerca de metade do que ele fez (nove filmes, dos vinte e dois que ele realizou, e isso sem contar dois feitos para TV). Mas já é suficiente para admirar demais o sujeito, tanto pelo talento no manejo da câmera (ver “Cão branco” e “Casa de bambu” para bela demonstração dessa característica; na verdade em todos o Fuller leva a coisa com desenvoltura notável, mas nesses dois é mais escancarado), quanto, e talvez seja o que mais impressiona no diretor, a coragem para encarar certos temas de frente e tratá-los em tela sem a menor firula. Isso é sua marca e acabou se tornando também sua ruína: depois de “Cão branco”, que nem chegou a ser lançado nos cinemas devido ao medo da Paramount de causar muita controvérsia (e sobreviveu sendo exibido vez ou outra nas TVs mundo afora até o ano passado, quando foi lançado em DVD pela Criterion), não realizou mais nenhuma obra nos Estados Unidos; entre essa data e sua morte, em 1997, só conseguiu dirigir mais três filmes, um deles para TV, e um episódio de seriado; as quatro produções foram na França.

1. Cão branco (White dog, 1982)
2. O beijo amargo (The naked kiss, 1964)
3. Matei Jesse James (I shot Jesse James, 1949)
4. Casa de bambu (House of bamboo, 1955)
5. Quarenta rifles (Forty guns, 1957)
6. Capacete de aço (The steel helmet, 1951)
7. Paixões que alucinam (Shock corridor, 1963)
8. Baionetas caladas (Fixed bayonets!, 1951)
9. Anjo do mal (Pickup on South Street, 1953)

Pequeno top com o que vi. A ordem não é lá tão importante. Dá pra dividir a coisa em dois blocos: os três primeiros, que são meus preferidos mesmo com alguma distância; e os demais. Dentro dos blocos a ordem é mais ou menos aleatória. A exceção é “Anjo do mal”, o único que considero só mediano, mesmo que seja um exercício até interessante, então fica em último de qualquer forma.

Post-que-não-diz-nada-mesmo-fingindo-dizer, mas enfim.

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